POLIAMIDA

 

 A Poliamida, PA, o Poli(tereftalato de butileno), PBT, e o Poli(óxido de metileno), POM, fazem parte do grupo dos termoplásticos de engenharia semicristalinos. Têm em comum uma excelente resistência térmica, química e ao desgaste, pelo que competem em muitas aplicações. A sua elevada contracção deve ser tida em conta no desenho de peças e moldes, de modo a evitar secções espessas e não uniformes, que podem originar problemas nas peças moldadas, como a formação de vazios.

 

 A Poliamida é o termoplástico de eleição para aplicações em que a resistência ao impacto é um requisito essencial, juntamente com a resistência química, térmica e ao desgaste. É também o menos denso dos termoplásticos de engenharia semicristalinos. A sua principal limitação é a baixa estabilidade dimensional, nomeadamente devido à sua tendência para absorver humidade. Para diminuir a contracção, e conseguir valores de rigidez e de resistência à temperatura mais elevados, é comum a utilização de graus reforçados com fibra de vidro.

 

 Existem diversos tipos de poliamida, sendo as mais comuns a PA6 e a PA 6.6. São essencialmente processadas por injecção, por exemplo na Indústria automóvel (peças do compartimento do motor), e em carcaças de máquinas eléctricas (berbequins, serras).

 

 Os números na designação das poliamidas dizem respeito ao número de átomos de carbono dos monómeros de partida. As poliamidas com números mais elevados, como a PA11 e a PA12, apresentam melhor estabilidade dimensional mas menor rigidez. Devido à sua excelente resistência química são muito utilizadas em equipamentos da indústria química e da indústria alimentar, e em produtos médicos. São processadas principalmente por injecção e por extrusão.

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